BOMBEIROS MOTO CLUBE BRASIL

ARSENAL DE MARINHA - O PRECURSOR DO CORPO DE BOMBEIROS NO BRASIL

Um grande incêndio ocorreu no Rio de Janeiro, em 24 de agosto de 1789, no Recolhimento de Nossa Senhora do Parto, que foi totalmente destruído pela força das chamas. Tal fato, que causou profundo impacto junto à população e as autoridades, aumentaram a importância do ARSENAL DE MARINHA, numa época em que imperava o Vice-Reinado e a população da cidade era de 50.000 habitantes.


O Recolhimento de Nossa Senhora do Parto (situado nas imediações das atuais Ruas Miguel Couto e Rodrigo Silva até a Rua da Assembléia) era uma edificação de três pavimentos e possuía dois compartimentos distintos: a Capela Conventual e o Recolhimento. Neste último funcionava um reformatório para mulheres.

 

*Obs. O incidente foi registrado como o maior incêndio da época.


O Vice-Rei, Luis de Vasconcellos, coordenou a operação de extinção, que na ocasião estava a cargo do ARSENAL DE MARINHA. Esse fato extraordinário colocou em prática as técnicas incipientes que existiam naquele tempo.

 

No ano seguinte, o fogo atingiu todo o sobrado em que funcionavam o Tribunal de Relação e o Arquivo Nacional, no Largo do Paço, onde hoje está a Praça XV. Por ocasião dos incêndios, sempre eram deslocados para conter o fogo as milícias, aguadeiros e voluntários, que combatiam as chamas com os meios disponíveis. Mas vários problemas dificultavam as ações, como por exemplo, ruas estreitas e irregulares, construções com uso farto de madeira.

 

Diante da necessidade de dotar a cidade de um sistema de combate, o Alvará Régio de 12 de agosto de 1797 determinava que o ARSENAL DE MARINHA passasse a ser o órgão público responsável pela extinção de incêndio. A escolha foi justificada pela experiência adquirida pelos marinheiros no combate a incêndios em suas embarcações, existindo, portanto, homens treinados em equipamentos para tal.

 

Vários conflitos entre as autoridades envolvidas no comando dos trabalhos em extinção começavam a interferir na autonomia do Inspetor do Arsenal. Esse encarregado, para dirigir pessoalmente a extinção dos incêndios na cidade, viu-se subjugado a ter que passar o comando das operações para outra autoridade maior. Foi o decreto expedido pelo Ministro da Justiça, em 26 de julho de 1849.

 

O então Capitão-de-Mar-e-Guerra, Joaquim José Inácio, Inspetor do ARSENAL DE MARINHA das Côrtes, relatou o ocorrido ao Ministro da Marinha, dando sugestão de que o trabalho ficasse sob responsabilidade exclusiva do Diretor de Obras Públicas, com o pessoal próprio.

 

O Ministro da Justiça estabeleceu então que, enquanto não fosse definitivamente organizado um Corpo de Bombeiros, o serviço de extinção seria pelo Decreto, executado por operários dos ARSENAIS DE GUERRA E MARINHA, das Obras Públicas e da Casa de Correção, sob o comando do Oficial Superior do CORPO DE ENGENHARIA DO EXÉRCITO, o Major João Batista de Castro Morais Antas, considerado o primeiro Comandante do atual CORPO DE BOMBEIROS.

 

Essa é uma pequena e distante passagem que comprova a estreita relação entre o ARSENAL DE MARINHA e a cidade do Rio de Janeiro. São histórias que se confundem e entrelaçam ao longo de quase 233 anos. A competência do ARSENAL DE MARINHA do Rio de Janeiro é reconhecida nas ações de combate a incêndio desde os tempos do Império.

 

História cedida pelo Bombeiro Combatente Elton Marchetti

O CORPO DE BOMBEIROS E SEUS PROFISSIONAIS / VOLUNTÁRIOS

  

Um Bombeiro é um profissional/voluntário que por vezes possui treinamento e equipamento adequado para apagar ou minimizar incêndios, resgatar pessoas em situação de perigo, salvaguardar bens materiais e ajudar e fornecer assistência nos desastres naturais e nos causados pelo homem. Podem ser militares, no caso da grande maioria dos estados brasileiros, ou então civis e voluntários, como ocorre em alguns paises europeus e nos EUA. Em Portugal, os bombeiros são popularmente conhecidos como Soldados da Paz.

 

 Áreas de Atuação

Apesar de terem sido inicialmente constituídos com a função de combate a incêndios, as funções dos bombeiros alargaram-se para quase todas as áreas da proteção civil. Conforme o país e o corpo de bombeiros, as várias áreas de intervenção dos são:

  • Combate a incêndios florestais;
  • Combate a incêndios urbanos;
  • Combate a incêndios industriais;
  • Resgate em grande ângulo;
  • Emergência médica pré-hospitalar;
  • Salvamento aquático.
  • Desencarceramento em acidentes rodoviários e ferroviários;
  • Intervenção em incidentes elétricos;
  • Intervenção em incidentes hidráulicos;
  • Intervenção em incidentes com matérias perigosas;
  • Intervenção em incidentes com redes de gás;

 

Cursos

 

+ Mergulho Autônomo

Um dos cursos com maior índice de reprovação, por sua dificuldade física e psicológica. Capacita o Bombeiro desde a efetuar busca e salvamento de pessoas e objetos submersos como a efetuar pequenos trabalhos como fixar, serrar, martelar, etc, com equipamento de respiração autônoma. A profundidade máxima adotada nos trabalhos da Corporação é de 30 metros, em um tempo reduzido a 25 minutos, no máximo. Com isso evita-se que o bombeiro-mergulhador tenha que fazer paradas descompressivas a fim de eliminar o nitrogênio residual que se acumula no organismo.

 

+ Salvamento em Altura

Como o próprio nome diz, capacita o bombeiro a efetuar salvamentos em locais elevados, utilizando-se equipamentos próprios para tal.

 

 

+ Guarda-Vidas

 

Habilita o Bombeiro a efetuar prevenções e salvamentos de banhistas em toda a costa litorânea paulista. O curso é ministrado pelo 17° Grupamento de Bombeiros, tendo como pré-requisito uma prova de natação de 400 metros, que deve vencida em menos de 9 minutos, além da ótima capacidade física que é requerida. Utiliza-se vários equipamentos, dentre os quais o pranchão de salvamento, o jet-sky, botes infláveis, URSA (Unidade de Resgate para Salvamento Aquático) e helicópteros.

 

 + Resgate                                                          

A "menina dos olhos" da Corporação, atualmente o curso de Resgate e Emergências Médicas tornou-se quase obrigatório. Com técnicas de avaliação de vítimas, o Bombeiro aprende desde anatomia humana até análise primária e secundária, ressuscitação cardiopulmonar, imobilização e tratamento de traumas diversos, e identificação de patologias de ordem clínica, como AVC (Acidente Vascular Cerebral), Angina de Peito, IAM (Infarto Agudo do Miocárdio), etc.

                                                                


 

   

 Bombeiros no Brasil

 

No Brasil a maioria da população crê que todo bombeiro é militar. Poucos conhecem a existência do bombeiro civil, que pode ser empregado em empresas (normalmente nas brigadas de incêndio) ou participar de atendimento público como voluntário ou contratado, ou ainda como funcionário municipal.

No Brasil existem mais de 5.500 municípios e, destes, menos de 350 possuem bombeiros militares. A solução, principalmente na região Sul do país, tem sido os bombeiros civis, que atuam como voluntários em ONGs.

Para se tornar um bombeiro militar é preciso prestar concurso público e passar por um curso de formação. Já para ser bombeiro voluntário faz-se necessário procurar um Corpo de Voluntários e submeter-se a um treinamento básico para poder desempenhar as atividades.

Na maioria dos estados do Brasil o Corpo de Bombeiros Militar é autônomo. Somente nos estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia são vinculados administrativamente ao Comando da Polícia Militar e à Secretaria Estadual de Segurança Pública. No estado do Rio de Janeiro o Corpo de Bombeiros Militar está vinculado à Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil.

O bombeiro civil existe como profissional nos grandes centros desde os anos 1960 e como voluntário desde de 1835. Para ser um bombeiro civil a pessoa precisa ser aprovada em um curso de formação. Existem várias escolas em todo pais, mas ainda não existe regulamentação, dando margem a ilegalidades.

   


  Corpo de Bombeiros Militar do Estado de São Paulo    

 O Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo tem por função primordial as atividades relacionadas com a defesa civil paulista, sendo uma das forças militares deste estado brasileiro. Para fins de organização é uma força auxiliar e reserva do Exército Brasileiro, fazendo parte do Sistema Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, estando subordinado ao Governo do estado do São Paulo através da Secretaria de Estado de Segurança Pública.

Seus integrantes são denominados militares estaduais (artigo 42 da CRFB), assim como os membros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), Corporação a que se subordina administrativamente.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de São Paulo  conta  com 9.800  homens  e mulheres  que se capacitam para que a qualidade no serviço prestado seja a maior possível, através de cursos ministrados na própria Corporação ou conveniadas com organizações diversas. Fora da capital e alguns grandes municípios que são atendidos por bombeiros militares, existem vários serviços de bombeiros civis, como em Hortolândia (voluntários) e Sumaré (municipais). 

 

 Histórico

A capital da Província de São Paulo não chegava a cobrir três colinas, suas construções eram simples e pouco valiosas, mas já se pensava em combate às chamas, um perigo para qualquer aglomeração humana. Em caso de incêndio, mulheres, homens e crianças ficavam em fila, e, do poço mais próximo iam os baldes passando de mão em mão, até chegarem ao prédio em chamas. Em 1851 foram aprovadas as primeiras posturas municipais relativas aos casos de fogo, tomadas em conseqüência de um incêndio havido em dezembro de 1850, na Rua do Rosário, hoje Rua XV de Novembro, com a aquisição de 2 bombas que não foram utilizadas até 1862, já que nestes 12 anos, não ocorreu um único incêndio. Em 1870, novo incêndio, nova "turma de bombeiros", e, mais 7 anos sem ocorrências. Em 10 de março de 1880, começaram oficialmente os trabalhos de extinção de incêndio na capital do estado de São Paulo, com a criação da Seção de Bombeiros composta por apenas 20 homens.

A Lei abaixo formaliza a execução de serviços de bombeiros à época:

"Artigo 1º - Fica o governo da província autorizado a organizar desde já uma Secção de Bombeiros, anexa à Cia de Urbanos da capital e a fazer aquisição de maquinismo próprio para a extinção de incêndios."

"Artigo 2º - Para essa despesa, é o governo autorizado a abrir um crédito de 20:000$00, revogadas as disposições em contrário."

A Seção criada ficou ocupando uma parte do prédio onde funcionava a estação central da Companhia de Urbanos, na Rua do Quartel (hoje Rua 11 de Agosto), sendo requisitado o material necessário para sua formação. O Chefe de Polícia, Dr. João Augusto de Pádua Fleuri, incumbido pelo presidente da província, foi à capital do país a fim de providenciar os materiais necessários para o levantamento do núcleo de bombeiros.

Ele trouxe consigo duas bombas vienenses, uma delas doada pelo governo imperial, que tinham força suficiente para projetar água no telhado de prédios de 2 (dois) andares (construção de taipa, com altura de 8 a 9 metros). Foram também adquiridos na época, pipas, mangueiras e outros materiais necessários à extinção de fogo.

 

Da então capital do país vieram alguns homens que haviam servido no Corpo de Bombeiros local, que, com alguns recrutas de São Paulo, completaram o efetivo do núcleo de soldados do fogo. O primeiro comandante da Seção, em 1887, depois de muitos pedidos recebeu da corte imperial mais alguns aparelhamentos. Esses materiais vieram preencher falhas de que se ressentia a Seção. Entre elas veio para São Paulo a primeira bomba a vapor, denominada "Greenwich".

 

Surgiu, então, o problema da acomodação do material adquirido, que não seria possível no prédio da Central de Urbanos. Em vista disso, em 1887, a Seção foi transferida para o prédio da Rua do Trem (hoje Rua Anita Garibaldi, local da atual sede do Corpo de Bombeiros).

Em 1888, já era insuficiente o efetivo de 20 homens e, por isso, o governo provincial elevou a 30 o número de praças. Naquela época, os avisos de incêndios eram transmitidos por meio de rebates nos sinos das igrejas ou por comunicações verbais de particulares, que corriam até a porta do quartel de bombeiros para tal fim.

 

Reformulação

  

 

Após um aumento brusco no efetivo sem o tempo necessário para o treinamento e instrução dos novos bombeiros, que num total de 168 homens compunham a então Companhia de Urbanos, em outubro de 1891 assume o comando o capitão José Maria O’ Connel Jersey, um rígido e disciplinado oficial de engenharia que a dissolve, reorganiza, e cria em 14 de novembro do mesmo ano, o Corpo de Bombeiros com 240 homens melhor selecionados.

 Cel. José Maria O'Connel Jersey

 

 

 Nesse período, a Companhia Telefônica montou 50 aparelhos para agilizar o aviso de incêndio. No local da ocorrência era utilizada a corneta e nas ruas era usado o sistema alemão que só seria desativado por volta de 1920. São também criadas as oficinas de conserto e manutenção dos materiais que o Corpo já dispunha.

Em abril de 1896 são inauguradas 50 caixas de aviso e incêndio chamadas "Linhas Telegráficas de Sinaes de Incêndio" com aproximadamente 70 quilômetros de extensão, operadas por civis graduados militarmente.

Em 1910, foram adquiridos na Inglaterra os primeiros veículos automotores, junto à empresa Merryweather & Sons, num total de seis (três para o combate ao fogo), a serem entregues em 1911, ano em que foi inaugurado o popular sistema de alarme Gamewell, americano, com 146 caixas e que sob a manutenção do Corpo funcionou por mais de quatro décadas.

Todo o material de tração animal foi desativado em 1921. Com o desenfreado crescimento da cidade, os automóveis adquiridos não eram suficientes. Entra em cena então a criatividade dos bombeiros. Foram aproveitadas duas bombas a vapor que pertenciam ao equipamento recém aposentado e adaptadas sobre dois chassis (Mercedes Saurer e Fiat), e o Corpo ganhou mais dois veículos. Um oficial chamado Affonso Luiz Cianciulli (que mais tarde chegaria a comandar a instituição) projetou e custeou do próprio bolso o desenvolvimento de uma bomba, que se tornou o primeiro equipamento de combate a incêndios fabricado no Brasil.

 

 

Batizado de "Bomba Independência", fez sua apresentação no desfile de 7 de setembro de 1922. Os bombeiros começaram a se expandir para o interior em 1943, através de acordos com as municipalidades, iniciando um processo de organização a nível estadual. Existiam no efetivo dessa época 1212 homens.

 

 

Em 1955 é inaugurada a rede de rádio, facilitando a comunicação entre as viaturas e o quartel, que informava o melhor caminho, a evolução da ocorrência, centralizava os pedidos e os distribuía de forma racional entre os Postos. Um ano depois foram desativadas as caixas de alarme, mas o seu sucessor, o telefone, ainda não atendia totalmente as necessidades da população. Havia poucos aparelhos e o número não era de fácil memorização. Somente 23 anos depois seria adotado o número de emergência 193.

Em 1964 inaugura-se a Companhia Escola e é criado o Curso de Bombeiro para Oficiais. Em 1967 a Estação Central (localizada à Praça Clóvis Bevilácqua) é demolida para a edificação de uma nova, concluída somente em 1975.

 Reflexo dos catastróficos incêndios dos edifícios Andrauss (1972) e Joelma (1974) onde centenas de vidas foram ceifadas, são importados auto-bombas, auto-escadas, auto-plataformas, veículos de comando e de apoio e todas as viaturas passam a contar com rádio, além do aperfeiçoamento das exigências legais quanto aos aspectos de prevenção de incêndios. Em 1990, visando melhorar a qualidade do atendimento pré-hospitalar das ocorrências de salvamento, é implantado o sistema de Resgate na Grande São Paulo e em mais 14 municípios, contando com pessoal, veículos especializados e apoio de helicópteros.

Ingresso

O Corpo de Bombeiros é um dos "Grandes Comandos" da Polícia Militar do Estado de São Paulo, e o ingresso no CB, segue os padrões do ingresso na Corporação, cabendo ao policial, a opção para o Corpo de Bombeiros após a conclusão dos cursos de formação dentro das vagas estabelecidas ou ingresso direto através do CEIB (Centro de Instrução do Corpo de Bombeiros), localizado em Franco da Rocha/SP.

                                                       


 

Bombeiros no Rio de Janeiro

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) é o mais antigo do país e tem por função primordial as atividades relacionadas com a defesa civil fluminense, sendo uma das forças militares deste estado brasileiro, assim como a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. 

Para fins de organização é, como as forças equivalentes nos demais estado da federação, uma força auxiliar e reserva do Exército Brasileiro, fazendo parte do Sistema Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, estando subordinado ao governador do estado do Rio de Janeiro através da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil.

História

Foi fundado por Dom Pedro II em 1856, após a incidência de inúmeras tragédias em anos anteriores, como os incêndios do Teatro São João nos anos de 1851 e 1856.

Assim sendo, em meados daquele ano, o Imperador decide organizar o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte. Para tal reuniu sob uma mesma administração as diversas seções que até então existiam para o serviço de extinção de fogo nos Arsenais de Guerra e de Marinha, Repartição de Obras Públicas e Casa de Correção. A criação do Corpo Provisório de Bombeiros da Corte consta do Decreto Imperial 1775, de 2 de julho de 1856.

A Corporação, a despeito da organização que tinha, só foi considerada militar a partir de 1880, recebendo então seus membros, postos e graduações.

Com a chegada da República em 1889, a Corporação passou a se chamar Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (devido a mudança da condição da cidade do Rio de Município Neutro da Corte para Distrito Federal), e adquiriu nova organização, atingindo maior desenvolvimento profissional e adquirindo organização e regulamentos na área daquele município.

 

Na figura ao lado, Grupamento do Comando Geral do Corpo de Bombeiros  Rio de Janeiro, localizado na Praça da República.

 

Na área da antiga província do Rio de Janeiro, composta pelas atuais regiões da baixada e interior fluminenses, o Corpo de Bombeiros estava subordinado à Polícia Militar, sendo composta por um batalhão e pelotões destacados dentro das outras unidades policiais-militares espalhadas no antigo estado do Rio (anterior à fusão).

Em 1975, com a fusão do estado do Rio de Janeiro com a Guanabara (estado que ocupava a área do atual município do Rio), o Corpo de Bombeiros fluminense também se juntou com o guanabarino, deixando de pertencer à Polícia Militar e se expandindo pelo restante do novo estado, com organização e comando próprios, assim como ocorria na Guanabara, que à época da fusão contava com oito batalhões operacionais e dois administrativos. 

Após a fusão, a Corporação passou a se chamar Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBERJ), vindo a incorporar o termo Militar no início da década de 1990.

Tem atualmente 105 unidades operacionais e cerca de 15000 bombeiros-militares espalhados por todo o estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Wikipeia 

 

DECÁLOGO DO BOMBEIRO

 Ter vocação para a carreira e vontade de cumpri-la.

Cultivar a camaradagem, o respeito e a afeição para com o próximo. 

Ser sempre capaz de abnegação e arrojo.

 

Ter fidelidade e consciência no cumprimento do dever.

 

Cuidar do seu equipamento, porque dele depende o sucesso da missão.

 

Estar física, mental e emocionalmente preparado para entrar em ação a qualquer momento.

 

Ser humilde e não esperar aplausos pelo que é sua obrigação.

 

Não correr riscos inúteis, mas enfrentar aqueles necessários.

 

Aprimorar-se todos os dias para a defesa da comunidade.

 

Amar sua missão e do cumprimento dela fazer a sua glória. 

 

ORAÇÃO DO BOMBEIRO

Quando o dever me chama, Deus, seja qual for a gravidade,

dê-me força para salvar uma vida, independente da sua idade. 

 

 

Ajude-me a abraçar uma criança antes que seja tarde,

ou salvar um idoso do fogo impiedoso que arde.

 

 

Permita-me estar alerta, e ouvir mesmo os gritos enfraquecidos para,

com rapidez e eficiência, debelar o fogo ensandecido.

 

 Quero atender o chamado, e dar o melhor de mim

para proteger meu vizinho, sua propriedade afim.

 

 

E, se por culpa do meu destino, eu vier a perder a vida,

abençoe com suas mãos minha família, amigos e esposa querida.